A sabedoria da luta da mulher

A sabedoria da luta da mulher

Por Rosângela Trajano

Quem diz que a mulher é frágil não conhece nada sobre ela. A mulher é uma guerreira, está sempre pronta para a batalha, vai à luta de qualquer jeito a qualquer hora, grita, xinga, esbraveja, sorri e canta a música da vida aos quatro cantos do mundo. A mulher sabe bem o que quer e quando deseja algo não se cansa de ir à procura, de querer, de sonhar, de buscar e de investigar. Tudo nela toca igual tecla de piano. Mulher tem dentro de si jardins de flores coloridas para presentear aos homens que fazem as guerras. Ela não tem pressa de ser feliz, ela tem paciência para esperar pela sua cura, pelo seu aniversário, pelo dia da sua formatura, pela conquista de um cargo melhor no trabalho, por baixos índices de violência contra si mesma.

A mulher nos últimos anos tem batalhado pelo seu papel social de profissional com salários justos e igualitários aos dos homens, entrou no mercado de trabalho e alcançou postos que antes só quem ocupava era o homem, tornou-se cientista e ganhou voz na política. A mulher da contemporaneidade não fica mais somente em casa cuidando do lar, ela tem mil e uma tarefas durante o seu dia seja no seu trabalho, seja na academia, seja no clube, seja no shopping. O que ela precisa é de mais reconhecimento, pois todos sabemos que o trabalho da mulher deve ser valorizado pelo seu rigor, cuidado técnico, zelo, responsabilidade para com prazos, respeito aos clientes, claro que a maioria dos homens também é assim, mas a mulher tem o seu toque especial nesses quesitos, pois ela sabe como ninguém o que, como e quando fazer algo. A mulher da contemporaneidade escreve e ganha prêmio nobel de literatura, participa de congressos e feiras de marketing, ciências, informática e telecomunicações sempre antenada com as novidades do mercado. Essa mulher sabe bem o que quer.

Apesar de todo esforço que a mulher tem feito para ocupar o seu lugar no mundo e mostrar a sua luta, ainda há aquelas que sofrem com vários tipos de violência e essas, muitas vezes, não sabem o que fazer ou temem represálias na busca de ajuda. Mais de quinhentas mulheres são vítimas de agressões físicas no Brasil a cada hora, segundo o Datafolha no ano de 2017. Os índices alarmantes de mulheres assassinadas no mundo inteiro têm aumentado, as mulheres continuam sendo agredidas pelos seus companheiros dentro de casa, a violência doméstica não para. São os seus próprios maridos ou namorados os principais responsáveis pelas agressões. A mulher que trava uma batalha contra a sua violência busca não ser frágil diante do agressor mostrando o seu lado forte e mesmo tendo a sua roupa rasgada e o rosto marcado por uma pancada ainda assim consegue levar o filho à escola e fingir ao professor que aquilo foi apenas uma queda. A mulher teme o agressor. Ela teme que a próxima agressão seja mais forte, por isso não denuncia o parceiro.

As mulheres precisam de leis mais fortes que as protejam e mesmo com a Lei Maria da Penha ainda assim os altos índices de agressões a mulher são altos. Alguns homens não sabem como amar uma mulher, e ao invés de oferecer-lhes amor e carinho fazem o contrário xingando e roubando-lhes o que têm de bom dentro e fora de si. Mulher não tem que se vestir do jeito que os homens querem, mas do jeito que ela deseja. A mulher pode até sair nua na rua, mas isso não dá o direito do homem a estuprá-la.

Quero falar aqui, em breves palavras, de uma violência contra a mulher que tenho percebido nas letras de músicas e que ingenuamente as mulheres escutam e fazem com que outas escutem sem que percebam a gravidade da violência que a letra dessas músicas contém. São músicas que apelam para o corpo da mulher, para o sexo, que reduzem a mulher a um mero objeto sexual tirando-lhe toda a sua história de luta por um mundo mais justo e igualitário. Essas mulheres que escutam essas músicas muitas vezes não sabem que estão sendo agredidas, que há pessoas ganhando dinheiro com os seus corpos e, pasmem, até cantarolam as músicas nas filas de banco ou lotéricas através da sua ingenuidade. A mulher pode até ser ingênua, mas frágil nunca. Mulher é forte, sabe o que quer, vai à luta, torna real o seu sonho, trabalha e cuida da casa com o maior zelo e cuidado.

É bem por isso que a mulher precisa ser amada e respeitada. Ter os seus direitos iguais aos dos homens. Fazer o que quiser com o seu corpo. Ir à luta em busca de um mundo melhor. Atuar em qualquer área e buscar sempre o melhor para si. E viva as mulheres!

Exercícios para o bom pensar.

1 – Na sua opinião a mulher é frágil ou não? Por quê?

2 – Como você vê a mulher no mercado de trabalho?

3 – Descreva em poucas palavras como você vê a luta da sua mãe dentro e fora de casa?

4 – Por que é importante valorizar a mulher?

5 – Por que a mulher precisa lutar para ser reconhecida no mercado de trabalho?

6 – Por quais direitos a mulher tem lutado ao longo dos anos?

7 – Por que alguns homens agridem as mulheres?

8 – Por que as mulheres são parecidas com flores?

9 – O que é uma mulher de lutas?

10 – Como se constrói uma mulher guerreira?

Disserte sobre a violência contra a mulher.