A menina sutil

Rosângela Trajano

Era uma vez uma menina de cabelos de cachinhos, morena e parecida com uma andorinha que gostava de fazer perguntas sutis ao seu professor.
– Por que é assim?
– Porque está escrito aqui.
– Não concordo!
– Mas, eu estou falando o que está escrito no livro.
– Discordo do livro.
– Não pode discordar, menininha.
– Por que não?
– Menina, você é muito sutil!
– Eu sou apenas uma menina cheia de curiosidades.
E o professor se calou e continuou a sua aula. Bem, não começou a menina o interrompeu novamente.
– Professor, se eu sou sutil o senhor também é.
– Sim, eu sou também.
– Então nós dois somos sutis.
– É possível. Posso continuar?
– Só mais uma coisa.
– Pois não.
– Eu vou viajar na próxima semana. Não coloque falta em mim.
– Se você não vem fica com falta.
– Eu vou ver a mamãe.
– Isso é bom, mas fica com falta assim mesmo.
– Puxa, professor, dê um desconto.
– Vamos continuar a aula. Daqui a pouco termina e a gente não completa o assunto do dia.
A menina sutil foi para casa pensando na aula e nas palavras do professor. Ser sutil tinha o seu lado bom, pois gostava de fazer perguntas complexas e discordar da verdade pronta, sempre tinha algo a questionar. É, era bom ser sutil num mundo onde todos aceitam tudo sem porquês.

Exercícios para o bom pensar.

1 – O que é a sutileza?

2 – Como é uma pessoa sutil?

3 – Você se acha sutil? Por quê?

4 – O que a sutileza faz conosco?

5 – Como nos tornamos sutis?

Desenhe uma pessoa sutil.

Sétimo ano