MENININHA À TOA
andava pelas ruas
sem se dar conta
da multidão
dos automóveis
da poluição
menininha à toa
não queria nada
nem falava
nome não tinha
veio de longe andando
vai e volta sempre
quem sabe dela é o vento
que a leva à contento
parece não ver o mundo
não ouvir barulho
do que teria orgulho
só se zanga à noitinha
grita não se sabe o quê
de gente uma fagulha
como quem procura no cesto uma agulha
